O Grande Oriente do Brasil (GOB) foi homenageado nesta terça-feira na Câmera Municipal de Curitiba

Luiz Gama, negro vendido pelo próprio pai como escavo, é lembrado em cerimonia em homenagem a maior potência maçônica do país em atividade no Paraná;

O Grande Oriente do Brasil (GOB) foi homenageado nesta terça-feira na Câmara Municipal de Curitiba pelos seus 200 anos de fundação no país. A iniciativa é do vereador por Curitiba e pré-candidato a deputado federal pelo Paraná, Professor Euler (MDB).

Durante o pronunciamento na Câmara Municipal de Curitiba, o Grão-mestre do GOB – Paraná, Luis Mário Luchetta, ressaltou a importância da maçonaria na construção histórica do Brasil. Em 17 de junho, o GOB atinge 200 anos de atuação em solo brasileiro. A nossa voz é a união de milhares de outras espalhadas por todas as regiões do nosso país, empenhadas no auxílio da construção de uma sociedade cada vez melhor. A nossa história é marcada por lutas e conquistas e está atrelada a criação da própria identidade brasileira. Nossos antepassados foram ativos protagonistas nos mais diversos cenários históricos do Brasil, apontou Luchetta.

O GOB  Paraná é uma instituição da Maçonaria, essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista, com o objetivo de investigar a verdade e de realizar o exame da moral e estimular a prática das virtudes humanas. No Paraná, ela está presente desde outubro de 1927, tendo como o seu primeiro Grão-mestre o Dr. Affonso Camargo, presidente da Província do Paraná, durante o primeiro semestre de 1928.

Participaram da solenidade: Luis Mario Luchetta – Grão-mestre do Grande Oriente do Brasil no Paraná; José Edson Haesbaert – Grão-mestre adjunto do Grande Oriente do Brasil no estado; Regina Luchetta – presidente da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul; Glaucio Antonio Pereira – representante da Grande Loja do Paraná; José Eliseu Mautaca – representante da Assembleia Estadual Legislativa do Grande Oriente do Brasil “ Paraná; e Luiz Fernando Ferreira – representante dos Veneráveis Mestres.

Autor da propositura da cerimonia que homenageou o Grande Oriente Brasil, o vereador e pré-candidato a deputado federal pelo Paraná, Professor Euler, destacou a importância de Luiz Gama, célebre Maçom, filho de uma mulher negra e de um fidalgo, vendido aos dez anos de idade como escravo pelo próprio pai. Até os 17 anos, Luiz Gama permaneceu analfabeto. Aos 18 anos fugiu para São Paulo e, em função do preconceito racial, foi impedido de se matricular na Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

Obstinado e suportando ironias vexatórias por parte de colegas e professores, permaneceu como ouvinte na faculdade. Em seguida, atuando como rábula, foi responsável pela libertação de mais de 500 escravos. Fiz questão de prestar esta homenagem na Câmara Municipal em função das relevantes contribuições da Maçonaria na história da nossa nação, como a luta pela independência, contra a escravatura e a favor da república, salientou Professor Euler.

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